Nosso Trabalho

A metodologia se apoia na comprovação de que uma criança com alta não pode ser liberada sem um acompanhamento das condições que a cercam.

Extrema pobreza e falta de condições de continuidade do tratamento, por exemplo, são aspectos que sinalizam a grande possibilidade de a criança retornar com a doença agravada, aumentando, assim, os casos de reinternação.

A equipe da Associação Saúde Criança (ASC), através do Plano de Ação Familiar (PAF) atua no ciclo vicioso — miséria  doença  internação  alta  reinternação  morte — e vai à causa do problema, verificando a falta de condições emocionais e profissionais da família,  agravadas pela situação de miséria em que se encontra.

A mãe, muitas vezes, deixa a função que gerava renda para cuidar do filho doente. O pai, em geral, não faz mais parte do núcleo familiar. A falta de informações referentes a cuidados pessoais, higiene, sexualidade, doenças, alimentação, direito e documentos, entre outros, se constitui também em empecilho para a reestruturação da família.

A Saúde Criança criou uma poderosa metodologia de inclusão social para os mais pobres.

Muhammad Yunus, Prêmio Nobel

Um dos principais resultados do trabalho da Saúde Criança foi logo sentido na Pediatria do Hospital da Lagoa. Aquela reinternação, que a gente chamava de reinternação social, deixou de existir. Ou seja, aquelas crianças que eram reinternadas devido às condições sociais, que faziam com que a doença se repetisse; essas internações, eu posso afirmar que elas não existem mais.

Dr. Odilon Arantes, Chefe do Serviço de Pediatria do Hospital da Lagoa - RJ

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