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02 | janeiro | 2012

Entrevista com voluntários estrangeiros

Assim como o Brasil atrai a atenção do mundo todo, a Associação  Saúde Criança, organização social reconhecida internacionalmente, tem se tornado um ponto de referência na aldeia global brasileira.  A associação recebe cada dia mais visitas de estrangeiros interessados no “setor cidadão” e,  em 2011, acolheu três novos voluntários estrangeiros. Stephanie Ashton e Hank Song,  ambos com 22 anos, concluíram a universidade nos Estados Unidos e vieram para o Rio de Janeiro trabalhar voluntariamente no Saúde Criança Lagoa. Já Kami Naidoo-Pagé, 19 anos, ficou por apenas dois meses na ASC  e conseguiu cativar a amizade da equipe toda. Além desta tendência mundial de voltar os olhares para o Brasil, o que leva estes jovens a deixar suas famílias e se dedicarem à inclusão social de crianças e famílias brasileiras? Cada um deles pode ter sua própria motivação, mas há um ponto em comum, a busca por um mundo melhor.

Qual curso você faz na faculdade e o nome da universidade? Você nasceu e vive onde?

Stephanie Ashton – Estudei na Universidade de Georgetown, em Washington, DC (EUA). Sou formada em Relações Internacionais, com especialização em Desenvolvimento Internacional. Minha família e eu moramos em Bogotá, na Colômbia.

Hank Song – Sou formado em Química, pela Universidade de Princeton, Princeton, Nova Jersey (EUA). Nasci em Nova Orleans,  mas minha família e eu moramos em Los Angeles, na Califórnia.

Kami Naidoo-Pagé  - Eu estudo medicina no Collège Jean-de-Brébeuf, em Québec, no Canadá. Nasci em Johannesburg, na África do Sul.

Como você acha que seu trabalho pode influenciar positivamente na vida das pessoas atendidas pelo Saúde Criança?

Stephanie Ashton -   Acredito que é o acúmulo das pequenas ações que os voluntários e os funcionários do Saúde Criança realizam todos os dias que faz a diferença na vida das famílias atendidas. Eu sou  mais uma peça nesta engrenagem.

Hank Song –   Na minha opinião, confiança e esperança são as coisas mais importantes que o Saúde Criança dá para todas as pessoas. Claro que saúde é muito importante, mas existem vários tipos de doença no nosso corpo – pode ser  também na mente ou no espírito. Então,  para conseguir uma vida saudável e sustentável, é importante que a pessoa doente acredite que ela mesma pode chegar lá. Se eu puder ajudar com isso de alguma maneira, eu fico feliz.

Kami Naidoo-Pagé - Eu não faço isto por mim. Sinceramente,  sei  que eu tenho mais a ganhar do que eu possa dar.

Como o Saúde Criança mudou sua maneira de ver a vida?

Stephanie Ashton -   O Saúde Criança, como organização social, me mostrou o poder transformador do trabalho em equipe.

Hank Song –   Agora eu consigo ter mais um pouco de esperança, coragem, empatia e força de vontade. Sei que uma pessoa pode criar uma mudança nas vidas de mil outras.

Kami Naidoo-Pagé - Trouxe paciência, esperança e paz de espírito para mim.

Escreva um depoimento em uma frase ou duas sobre o Saúde Criança.

Stephanie Ashton -   Todos nós temos uma ideia mais ou menos clara do que fazer para lutar contra a pobreza, porém é preciso ter coragem para passar do pensamento à ação. O Saúde Criança reúne um grupo de pessoas altamente comprometidas que tiveram a determinação de colocar em prática tudo aquilo que sabemos a respeito dos determinantes sociais da saúde.

Hank Song –   Acredito que o Saúde Criança tem o potencial de mudar a vida de milhões porque olha além da biologia e trabalha para ajudar a pessoa como um todo, do corpo e do ambiente social até a mente.

Kami Naidoo-Pagé – O Saúde Criança nos mostra que o amor e esperança sempre superam os obstáculos. Um dia ainda volto para esta organização.

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